Duas viagens para compreender as origens do Brasil em 2026
Roteiros pela Amazônia e pela África Ocidental convidam a uma imersão na história, na cultura e nas origens da identidade brasileira.
Amazônia e a África Ocidental compartilham um elo invisível.
Viajar deixou de ser apenas uma forma de conhecer novos lugares. Cada vez mais, o turismo de experiência tem sido guiado pelo desejo de compreender culturas, revisitar histórias e criar conexões mais profundas com os destinos. Para quem busca esse tipo de jornada, a Latitudes Viagens de Conhecimento preparou dois roteiros que percorrem territórios fundamentais para entender a formação do Brasil: a Amazônia e a África Ocidental.
Embora separados pelo oceano e por paisagens completamente distintas, os dois destinos compartilham um elo invisível. De um lado, a floresta que moldou parte da identidade natural do país. Do outro, regiões que preservam memórias das civilizações africanas cujas tradições atravessaram o Atlântico e seguem presentes na cultura, na música, na religiosidade e na gastronomia brasileiras.
Pela Amazônia profunda

Entre 2 e 7 de agosto, a viagem percorre o Rio Negro a bordo da La Jangada, embarcação para apenas 20 passageiros. A expedição é conduzida pelo fotógrafo e geólogo Adriano Gambarini, que há mais de três décadas documenta expedições científicas e culturais ao redor do mundo.
O roteiro passa pelo Encontro das Águas, pelo Arquipélago de Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do planeta, pelas Grutas de Madadá e pelo Parque Nacional do Jaú, onde está a sumaúma, conhecida como a "árvore-mãe da Amazônia". Também inclui visitas à comunidade ribeirinha de Mirituba, às ruínas de Airão Velho e à Comunidade da Cachoeira, onde os viajantes acompanham o preparo tradicional da farinha de mandioca antes de um passeio de canoa para observação da fauna local.
Um retorno às origens africanas

Já entre 19 de agosto e 2 de setembro, a expedição Raízes da Ancestralidade percorre Senegal, Benim, Togo e Gana sob a condução do historiador Felipe Vieira, doutor pela Unicamp e pesquisador das conexões entre África e Brasil.
Ao longo de quinze dias, o grupo visita locais que ajudam a compreender parte da história da diáspora africana, como o Museu da Civilização Negra e a Ilha de Gorée, no Senegal; o Bairro Afro-Brasileiro, Ganvié e Ouidah, no Benim; Togoville e o Marché des Féticheurs, no Togo; além dos castelos de Cape Coast e Elmina, em Gana, importantes marcos do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.
Mais do que visitar monumentos históricos, o percurso revela tradições, manifestações culturais e formas de vida que permanecem vivas e ajudam a compreender como esses territórios influenciaram a construção da identidade brasileira.

Em ambos os roteiros, um dos diferenciais da experiência é a presença de especialistas, pesquisadores e historiadores que acompanham toda a viagem, contextualizando paisagens, patrimônio e acontecimentos históricos. O resultado é uma proposta que vai além do turismo convencional e transforma cada parada em uma oportunidade de ampliar o olhar sobre as origens do Brasil.