Rio de Janeiro retoma protagonismo econômico com investimentos bilionários, geração de empregos e promoção internacional
Com desempenho acima da média nacional em diversos setores, o estado busca consolidar-se como vetor relevante do crescimento econômico brasileiro. Investimentos em infraestrutura, estímulo à inovação e ações voltadas à transição energética estruturam esse novo ciclo de desenvolvimento.
Com desempenho acima da média nacional em diversos setores, o estado busca consolidar-se como vetor relevante do crescimento econômico brasileiro.
O Estado do Rio de Janeiro atravessa uma nova fase de expansão econômica, com resultados consistentes em áreas como indústria, comércio exterior, geração de empregos e turismo. A estratégia estadual combina incentivos fiscais, desburocratização para abertura de empresas — atualmente possível em até duas horas — e um novo Plano Estadual de Reindustrialização, voltado à geração de emprego e renda com foco em reposicionar o Rio como polo industrial.
Com desempenho acima da média nacional em diversos setores, o estado busca consolidar-se como vetor relevante do crescimento econômico brasileiro. Investimentos em infraestrutura, estímulo à inovação e ações voltadas à transição energética estruturam esse novo ciclo de desenvolvimento.
Segundo o governador Cláudio Castro, estão em curso mais de R$ 110 bilhões em investimentos públicos e privados. Entre as ações em andamento, destacam-se a aplicação de R$ 400 milhões na requalificação de distritos industriais e a implantação de novos empreendimentos.
Potência energética e industrial
Na área de energia, o Rio responde por 83% da produção nacional de petróleo e 68% do gás natural. A meta é ampliar essa base, alinhando-se à agenda de transição energética. O estado também projeta ampliar sua capacidade logística, com projetos como os portos de Maricá e Angra dos Reis, a Ponte da Integração e melhorias viárias. A intenção é criar rotas eficientes de escoamento e ampliar a atratividade do Rio como centro logístico nacional.
O VLT Carioca, que já atende a região portuária e o centro financeiro, está em expansão, integrando diversas áreas da cidade.
A indústria fluminense apresentou crescimento de 4,5% entre fevereiro e março, superando a média nacional de 1,2%, segundo o IBGE. Neste sentido, o estado é o segundo maior produtor de aço do país, com 8,8 milhões de toneladas em 2024. De acordo com Fernanda Curdi, secretária interina de Desenvolvimento Econômico, o parque industrial do estado apresenta diversidade e está consolidado em segmentos como óleo e gás, siderurgia, automotivo e alimentos. O Rio produziu 750 mil toneladas de aço bruto em junho deste ano, sendo responsável por 26,5% da produção nacional do mês. No primeiro semestre deste ano, o estado acumula 4,4 milhões de toneladas produzidas, uma alta de 4,6% em comparação ao mesmo período de 2024. Os dados são do Instituto Aço Brasil, que representa as empresas siderúrgicas brasileiras.
“O aço fluminense é estratégico para diversas cadeias produtivas e tem um papel fundamental no crescimento econômico do estado. O expressivo desempenho da indústria siderúrgica reforça a relevância do Rio de Janeiro no cenário nacional e tem efeitos diretos sobre o emprego, a arrecadação e o desenvolvimento de diversificados setores, como construção civil, naval e automotivo”, explica o governador Cláudio Castro.
A plataforma P-74, que opera no pré-sal da Bacia de Santos, é uma das que capturam e reinjetam CO2.
Negócios
A balança comercial do Estado do Rio de Janeiro acumula superávit de US$ 7,2 bilhões no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, a corrente comercial fluminense (soma das importações e exportações) alcançou US$ 35,4 bilhões, sendo US$ 21,3 bilhões em exportações e US$ 14,1 bilhões em importações. Os dados são do Comex Stat, sistema de consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
“O expressivo superávit comercial que alcançamos nesses primeiros seis meses do ano refletem a vitalidade econômica do estado e a confiança que o mercado internacional deposita na nossa produção. É um resultado que fortalece as finanças públicas, amplia a nossa capacidade de gerar emprego e renda, e reforça o papel estratégico do estado como um grande exportador de riquezas e soluções industriais. Minha gestão trabalha para ampliar ainda mais a presença do Estado do Rio no comércio exterior, diversificar nossa pauta exportadora e atrair novos investimentos, que promovam um crescimento sustentável para toda a população fluminense”, declara o governador.
No primeiro semestre do ano, o Rio de Janeiro respondeu por 13,3% das exportações e 10,3% das importações nacionais. Os principais parceiros comerciais do estado, nesse período, foram a China, com uma corrente comercial de US$ 8,3 bilhões, e os Estados Unidos, com US$ 7,8 bilhões. Outros parceiros importantes foram Espanha, França e Índia. O petróleo foi responsável por 79% das exportações fluminenses, movimentando US$ 16,9 bilhões. Além disso, o setor siderúrgico também teve participação importante, com US$ 964 milhões em exportações.
Boa viagem
O turismo também apresentou crescimento expressivo. Entre janeiro e maio, mais de 1 milhão de visitantes internacionais chegaram ao estado, um aumento de 52,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apenas em maio, 130 mil estrangeiros desembarcaram no Rio, impulsionados por grandes eventos, como o show de Lady Gaga em Copacabana. De acordo com Gustavo Tutuca, secretário de Estado de Turismo, a tendência indica um possível recorde anual para o setor.
Um dos destaques fica por conta dos turistas dos Estados Unidos, público que já movimentou mais de R$ 1 bilhão na economia do Rio apenas no primeiro semestre de 2025. Os dados, baseados em estimativas da Oxford Economics, consideram o gasto médio de US$ 1.617 por viagem (cerca de R$ 8.893) e uma permanência média de 7 dias no estado. Os norte-americanos são os turistas com ticket médio de gasto mais alto entre todos os que chegam ao Rio. Ao todo, 126.366 visitantes dos EUA estiveram no Rio de Janeiro entre janeiro e junho deste ano, um crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2024.
“O Rio de Janeiro está vivendo um novo ciclo de crescimento no turismo internacional, e isso não acontece por acaso. Estamos investindo em promoção de forma inteligente, buscando visibilidade qualificada e aproveitando as grandes oportunidades globais, como a Copa do Mundo de Clubes. O retorno é evidente: mais turistas, mais empregos e mais renda girando na nossa economia”, pontua Cláudio Castro.
Se o ritmo de crescimento for mantido, a expectativa é que o estado receba mais de 260 mil turistas norte-americanos até o fim de 2025, com impacto estimado em R$ 2,3 bilhões na economia fluminense, um crescimento de 38% frente aos R$ 1,66 bilhões de 2024.
O resultado é fruto de uma estratégia contínua de promoção do destino fluminense no exterior. Uma das ações mais recentes foi a parceria com os clubes cariocas durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, nos Estados Unidos. Em espaços temáticos montados por Botafogo, Flamengo e Fluminense em cidades como Orlando, Nova York, Los Angeles e Miami, a Secretaria de Estado de Turismo realizou ativações com operadores internacionais, jornalistas e influenciadores, aproveitando o alcance global do evento para fortalecer a marca Rio de Janeiro.
“Estamos colhendo os frutos de uma política estruturada, que combina inteligência de mercado, promoção em feiras internacionais e ações de visibilidade em momentos-chave, como foi a Copa do Mundo de Clubes. O turista norte-americano é estratégico para o nosso estado, ele gasta bem e permanece, em média, uma semana por aqui. Nosso desafio é manter esse crescimento, tanto no número de turistas, quanto no fluxo de dinheiro circulando no estado”, afirma o secretário Gustavo Tutuca.