Do offshore à inovação sustentável: a estratégia da Shell Brasil segundo Cristiano Pinto da Costa
Shell Brasil acelera investimentos em óleo, gás e transição energética com foco estratégico no país.
Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell Brasil. (Foto: Divulgação)
Com 112 anos de presença contínua no país, a Shell Brasil acaba de dar mais um passo importante ao conquistar quatro novos blocos de exploração em águas profundas da Bacia de Santos, no 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP. A empresa será operadora com 100% de participação nos blocos S-M-1819, S-M-1914, S-M-1821 e S-M-1912, reforçando seu trabalho no setor de óleo e gás.
“A decisão de participar dessa rodada reflete a confiança da Shell nas oportunidades apresentadas e sua capacidade como operadora em exploração e desenvolvimento em águas profundas”, afirmou Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell Brasil.
A aquisição está alinhada à estratégia global da empresa de fortalecer seu portfólio em áreas de alta qualidade e competitividade. Os novos ativos passarão agora por etapas de avaliação, incluindo análise sísmica e estudos geológicos para identificação do potencial exploratório.

Transição energética com os pés no chão
Paralelamente à ampliação de sua atuação no offshore, a Shell Brasil avança em outra frente estratégica: a transição energética. Em 2024, pela primeira vez, a companhia lançou um plano de cenários voltado exclusivamente ao Brasil, algo inédito em mais de 50 anos de publicações globais. O objetivo é projetar possibilidades e auxiliar formuladores de políticas públicas, empresas e sociedade a tomar decisões mais informadas.
“Não se trata de prever o futuro, mas de oferecer contexto para decisões estratégicas”, explicou Pinto da Costa. “O setor de óleo e gás ainda terá papel fundamental nessa jornada. Ele não é um obstáculo à transição, mas sim um pilar de sustentação para que ela ocorra de forma justa, segura e equilibrada”
Investimentos contínuos e papel industrial
A Shell Brasil investe cerca de R$ 500 milhões por ano em Pesquisa & Desenvolvimento. A empresa também é uma das maiores patrocinadoras da inovação no setor, com foco em captura e armazenamento de carbono, eficiência operacional e energias limpas. Por meio da Shell Energy Brasil, a companhia opera no mercado livre de energia com soluções de baixo carbono e produtos ambientais. Já no varejo de combustíveis, mantém parceria estratégica com a Raízen, uma das maiores produtoras de etanol do mundo.
“A Shell também investe em muitos projetos que envolvem robótica e uso de inteligência artificial, big data, machine learning (aprendizagem de máquina), digital twin (réplicas digitais) e realidade virtual em busca de maior eficiência energética e redução de CO2 e custos operacionais. Temos, por exemplo, um projeto que estuda o desenvolvimento e a aplicação de um novo sistema de aquisição sísmica 4D para monitorar campos de petróleo, identificando mudanças no reservatório durante a produção por meio de unidades que registram dados no fundo do mar e se comunicam com um veículo submarino autônomo”, pontuou