O fim da confiança cega: Como a Samsung está blindando o trabalho remoto com Zero Trust
Com 70% das invasões começando em dispositivos móveis, a gigante coreana redesenha a segurança corporativa sob o lema "nunca confie, sempre verifique".
No cenário digital de 2026, a conveniência do trabalho remoto trouxe um efeito colateral perigoso: o aumento exponencial das invasões via dispositivos móveis. De acordo com a IDC, impressionantes 70% das violações de dados bem-sucedidas têm origem em endpoints — celulares, tablets e laptops que se conectam às redes das empresas.
Para o Jerry Park, VP Executivo da Samsung Electronics, o problema é claro: enquanto os PCs são vigiados de perto pela TI, os dispositivos móveis ainda operam em um "ponto cego". A solução? A adoção integral da estratégia Zero Trust (Confiança Zero).
Jerry Park, VP Executivo da Samsung Electronics. (Foto: Reprodução)
O que é o Zero Trust e por que ele é vital?
Diferente do modelo antigo, onde bastava estar "dentro da rede" para ser confiável, o Zero Trust trata cada acesso como uma ameaça em potencial. Na arquitetura dos dispositivos Samsung Galaxy, isso funciona através de quatro pilares:
-
Verificação Constante: Não basta logar uma vez. O sistema avalia o contexto (localização, horário e nível de segurança) em tempo real.
-
Privilégio Mínimo: O colaborador acessa apenas o que é estritamente necessário para sua função.
-
Postura do Dispositivo: Se o celular apresentar um comportamento estranho ou um app suspeito, o acesso à rede da empresa é cortado instantaneamente.
-
Proteção contra IA: Defesas específicas contra novos tipos de ataques, como injeção de prompts maliciosos e vazamentos de dados via inteligência artificial.
Parcerias de Elite: Samsung, Microsoft e Cisco
A Samsung entendeu que ninguém vence a guerra cibernética sozinho. Por isso, integrou o Samsung Knox — sua plataforma de segurança de nível militar — aos maiores ecossistemas de software do mundo.
Com a Microsoft, a Samsung criou a primeira solução de verificação de integridade com suporte direto de hardware. Já com a Cisco, a integração permite que as empresas monitorem ameaças em frotas inteiras de dispositivos de forma centralizada.
"A segurança é um esforço coletivo. Estamos estabelecendo um novo padrão onde a produtividade não precisa ser sacrificada em nome da proteção", afirma o Jerry Park.
O Futuro da Privacidade Corporativa
Para as empresas brasileiras, especialmente as que adotam o BYOD (Bring Your Own Device), essa evolução é um divisor de águas. O objetivo é que, ao usar um dispositivo Samsung, o usuário tenha a liberdade de trabalhar de qualquer lugar, sabendo que as camadas de hardware e software estão trabalhando silenciosamente para bloquear ataques antes mesmo que eles cheguem à tela.
Em um mundo hiperconectado e movido por IA, a mensagem da Samsung é direta: a confiança não é mais dada; ela deve ser conquistada a cada clique.