Shoulder cresce sem capital externo e se aproxima de 100 lojas no Brasil
Marca familiar supera concorrentes, acelera expansão e reforça modelo próprio de operação.
Beny Majtlis, CEO da Shoulder. (Foto: Divulgação)
À moda familiar, a Shoulder tem avançado no mercado brasileiro de vestuário premium sem recorrer a capital externo, IPO ou franquias, sustentando sua expansão em um modelo próprio de operação. Segundo reportagem do InvestNews, a marca, fundada há 45 anos no Bom Retiro, em São Paulo, já se aproxima de 100 lojas no país, com a abertura de oito novas unidades prevista para este ano.
A expansão inclui lojas de rua em bairros valorizados da capital paulista, como Moema e Vila Nova Conceição, além da presença crescente em cidades médias, como Juiz de Fora, Chapecó e Balneário Camboriú. A estratégia combina reforço da identidade paulistana com avanço em mercados onde o consumo de moda premium está em amadurecimento.
A companhia alcançou faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2025, considerando trocas e devoluções — ou R$ 930 milhões líquidos desses ajustes — mais que o dobro do registrado em 2021, o que representa crescimento de 135% no período. O desempenho posiciona a Shoulder entre as maiores marcas do segmento no país, à frente de concorrentes tradicionais.
O modelo de negócios se diferencia pela operação verticalizada e pelo controle integral das lojas. Atualmente, a marca está presente em 25 das 27 capitais brasileiras, com cerca de 60% da receita proveniente do varejo físico, 22% do digital e 18% do atacado e multimarcas, que reúne aproximadamente mil pontos de venda.
A estrutura da empresa reúne fábrica, escritório, estúdio fotográfico, showroom e laboratório de testes em um mesmo complexo no Bom Retiro, refletindo a estratégia de integração operacional. A produção é dividida entre fabricação própria, fornecedores nacionais e importação da Ásia.
“Não é a minha marca contra a marca do vizinho, é a minha cadeia contra a cadeia do vizinho”, afirma Beny Majtlis, CEO da Shoulder, ao destacar a complexidade e o diferencial competitivo do modelo integrado da companhia.
O crescimento mais acelerado a partir de 2021 foi impulsionado por um reposicionamento de marca conduzido durante a pandemia, com mudanças na identidade visual e no portfólio. A avaliação da companhia era de que havia espaço para ampliar o desejo do público, apesar de já contar com uma base fiel de consumidores.
Se quiser, dá para incluir também a outra (“Quem conhecia a Shoulder gostava muito, mas precisávamos gerar mais desejo”) — ela funciona bem para um parágrafo mais de branding, mas essa que usamos é mais forte para gestão/negócio.