Setor de tags veiculares quer dobrar base de clientes e alcançar 30 milhões até 2028
Meta das empresas é ampliar base de clientes com novas concessões rodoviárias, tecnologia de pedágio automático e maior uso na frota leve.
Perspectiva de crescimento está associada ao avanço das concessões rodoviárias e da doção do sistema de passagem livre (Foto: Concessionária Tamoios/Divulgação)
O mercado de pagamento automático em pedágios e estacionamentos prevê forte expansão nos próximos anos. Segundo a Bloomberg Línea, a meta das empresas de tags é saltar dos atuais 15 milhões de clientes para 30 milhões até 2028, impulsionado pelo avanço das concessões rodoviárias e pela adoção do sistema de passagem livre, conhecido como free flow.
“As transações têm crescido não só no Sudeste mas em outras regiões, como nas rotas do agro. Com o tamanho da frota brasileira de veículos, achamos que o número de tags ainda é baixo”, afirmou Newton Ferrer, vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (Abepam) e diretor da ConectCar.
A entidade reúne companhias como ConectCar, MoveMais, Taggy, Sem Parar e Veloe. Hoje, os dispositivos são aceitos em toda a malha rodoviária pedagiada do país e em mais de dez mil estabelecimentos, incluindo shoppings e postos de combustíveis.
Na avaliação de Ferrer, o free flow será decisivo para ampliar a penetração do serviço, ao eliminar cancelas e praças de pedágio e permitir cobrança automática por pórticos com câmeras e sensores. O modelo já opera em trechos litorâneos de São Paulo e será testado na Via Dutra, sob concessão da Motiva.
“O cliente que usa esse meio automático traz redução de custo para as concessionárias em torno de 10% a 20%, dependendo do modelo da concessão”, disse o executivo. “Nosso pleito junto aos reguladores é que o uso do pagamento automático seja incentivado para se ter mais conveniência e até mesmo benefício financeiro.”