Sabesp compra Emae por R$ 1,13 bi e assume controle dos reservatórios Guarapiranga e Billings
Aquisição amplia segurança hídrica de São Paulo e reforça posição financeira da companhia, segundo a Bloomberg Línea.
Expectativa é que a integração das operações aumente a flexibilidade na gestão hídrica regional. (Foto: Reprodução/Facebook)
A Sabesp fechou acordo para adquirir 70,1% da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) por R$ 1,13 bilhão, assumindo o controle de dois dos principais reservatórios que abastecem a Grande São Paulo — Guarapiranga e Billings. Segundo a Bloomberg Línea, a operação envolve a compra de participações do investidor Nelson Tanure e da Eletrobras.
A primeira parte do negócio prevê a aquisição de 74,9% das ações ordinárias da Emae por R$ 59,33 cada, negociadas com a Vórtx DTVM, agente fiduciário dos debenturistas da Phoenix Água e Energia. A segunda transação contempla a compra de 66,8% das ações preferenciais detidas pela Eletrobras, a R$ 32,07 cada, totalizando R$ 476,5 milhões.
Com os ativos, a Sabesp reforça sua estrutura financeira, já que a Emae detém contratos de geração elétrica de longo prazo indexados à inflação, o que garante fluxo de caixa estável. A integração das operações também deve aumentar a flexibilidade na gestão hídrica regional, especialmente em um cenário de estiagem e reservatórios em níveis abaixo da média.
Segundo a Bloomberg Línea, para a Eletrobras, a venda faz parte da estratégia de simplificação do portfólio e otimização de capital. Já no caso da Phoenix, a negociação ocorreu com os debenturistas, sem definição sobre os ganhos diretos de Tanure. A conclusão da compra ainda depende de aprovações regulatórias. A Sabesp realizará teleconferência com investidores nesta segunda-feira (6) para detalhar a operação.