Biochar da cana: investimento de R$ 30 mi aposta em carbono negativo no agronegócio

Projeto-piloto em Caçu deve produzir 6,5 mil toneladas do insumo por ano, com potencial de remover mais de 12 mil toneladas de CO₂ da atmosfera.

Atvos e NetZero
Projeto deve ter início em 2025 e entrar em operação no fim de 2026. (Foto: Divulgação)

A Atvos e a NetZero assinaram um Memorando de Entendimento para construir uma fábrica de biochar em Caçu (GO), com investimento estimado em R$ 30 milhões. O projeto deve ter início em 2025 e entrar em operação no fim de 2026, com capacidade de produção superior a 6,5 mil toneladas anuais do insumo e potencial de sequestrar mais de 12 mil toneladas de CO₂ da atmosfera.

O biochar é um material semelhante ao carvão, obtido do processamento de resíduos agrícolas, que melhora a qualidade do solo e atua como sequestrador de carbono de longo prazo.

O empreendimento utilizará resíduos da cana-de-açúcar e contará com a tecnologia “NetZero One”, responsável pela produção e certificação do biochar. O projeto deve gerar 150 empregos diretos e indiretos e tem apoio do governo de Goiás.

Segundo os executivos envolvidos, o insumo melhora a retenção de água e nutrientes do solo, reduz a necessidade de fertilizantes e cria créditos de carbono estáveis. O material é obtido por pirólise da biomassa residual, em processo circular e autossustentável em energia.

A iniciativa amplia a presença da Atvos em Goiás, onde já possui três operações agroindustriais e recentemente firmou parceria com a japonesa Tsubame BHB para desenvolver uma fábrica de amônia verde em Mineiros.