Ânima recompra FMU por R$ 410 milhões e reforça estratégia de expansão em São Paulo
Instituição com 51 mil alunos retorna ao portfólio da companhia e amplia a presença do grupo no principal mercado de ensino superior do país.
Ânima Educação recompra da FMU após cinco anos da venda à gestora Farallon Capital.(Foto: Divulgação)
A Ânima Educação voltou a apostar em um de seus principais ativos históricos. Segundo o InvestNews, a companhia anunciou a recompra da FMU por R$ 410 milhões, cinco anos após vender a instituição à gestora Farallon Capital. A operação reforça a estratégia de expansão do grupo em São Paulo e amplia seu portfólio de ensino superior.
A aquisição será realizada por meio da subsidiária Rede Educacional do Brasil, que comprará a totalidade das cotas da FMU, atualmente em recuperação judicial. Do valor total da operação, R$ 240 milhões serão pagos à vista no fechamento da transação, enquanto a parcela restante, de no mínimo R$ 170 milhões, será quitada até o fim de 2029 ou três anos após a aprovação definitiva pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A companhia estima concluir a análise do Cade até o fim de 2026. O pagamento final poderá ser ajustado por uma cláusula de earn-out, vinculada ao desempenho futuro da FMU, aos indicadores financeiros da Ânima e à evolução da dívida líquida da instituição.
"A chegada da FMU fortalecerá a posição estratégica da rede de instituições que integram o ecossistema Ânima no ensino superior brasileiro, adicionando crescimento de receita às suas operações nos segmentos Core e Digital", afirmou a empresa em comunicado ao mercado.
Fundada há mais de 50 anos, a FMU reúne atualmente 51 mil alunos, distribuídos entre seis campi na capital paulista e mais de 200 polos de ensino a distância. Entre os ativos considerados estratégicos pela Ânima estão o curso de Direito, um dos destaques em aprovação no exame da OAB em São Paulo, e a área de Saúde, que conta com laboratórios próprios e potencial de integração com as demais instituições do grupo.
A operação também ocorre após um processo de desalavancagem da Ânima. Segundo a companhia, a relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda caiu para 2,39 vezes nos 12 meses encerrados em março de 2026, criando condições para retomar a expansão por meio de aquisições.
Nos 12 meses encerrados em março deste ano, a FMU registrou receita líquida de R$ 281,7 milhões e Ebitda ajustado de R$ 52,9 milhões, reforçando seu peso estratégico na operação da Ânima.